Sou professor de Física, de ensino médio de uma escola pública em uma cidade do interior da Bahia e gostaria de expor a você o meu salário bruto mensal: R$650,00. Eu fico com vergonha até de dizer, mas meu salário é R$650,00. Isso mesmo! E olha que eu ganho mais que outros colegas de profissão que não possuem um curso superior como eu e recebem minguados R$440,00. Será que alguém acha que, com um salário assim, a rede de ensino poderá contar com professores competentes e dispostos a ensinar?
Não querendo generalizar, pois ainda existem bons professores lecionando, atualmente a regra é essa: O professor faz de conta que dá aula, o aluno faz de conta que aprende, o Governo faz de conta que paga e a escola aprova o aluno mal preparado. Incrível, mas é a pura verdade! Sinceramente, eu leciono porque sou um idealista e atualmente vejo a profissão como um trabalho social. Mas nessa semana, o soco que tomei na boca do estomago do meu idealismo foi duro!
Descobri que um parlamentar brasileiro custa para o país R$10,2 milhões por ano. São os parlamentares mais caros do mundo. O minuto trabalhado aqui custa ao contribuinte R$11.545.
Na Itália,são gastos com parlamentares R$3,9 milhões, na França, pouco mais de R$2,8 milhões, na Espanha, cada parlamentar custa por ano R$850 mil e na vizinha, Argentina,R$1,3 milhões.
Trocando em miúdos, um parlamentar custa ao país, por baixo, 688 professores com curso superior ! Diante dos fatos, gostaria muito, amigo, que você divulgasse minha campanha, na qual o lema será:
"TROQUE UM PARLAMENTAR POR 344 PROFESSORES".
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O vento pode suprir as necessidades energéticas do mundo, segundo estudo publicado hoje na revista científica "Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS)". A notícia é um bom presságio para os defensores das fontes limpas de energia. A matriz eólica, como a solar, suscita esperanças na luta contra o aquecimento global. No Brasil, se os cálculos do estudo estiverem certos, só os aerogeradores terrestres produziriam, no mínimo, cerca de 14 vezes a eletricidade consumida no País. Para os aerogeradores marítimos, a proporção seria de cerca de três vezes as necessidades brasileiras.
Pesquisadores da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, e do Centro de Pesquisa Técnica VTT, da Finlândia, determinaram a energia que poderia ser produzida em cada turbina eólica com base na velocidade local do vento, na densidade do ar, no possível espaçamento dos aerogeradores e no tamanho das hélices. Os cientistas também consideraram áreas no mar. Os aerogeradores implantados em terra firme conseguiriam produzir o equivalente a 40 vezes o consumo mundial de eletricidade e cerca de cinco vezes o consumo de energia em todas as suas formas.
Nos Estados Unidos, por exemplo, seria possível produzir 16 vezes o consumo atual de eletricidade do país. Um dos autores do estudo, Michael McElroy, da Universidade Harvard, considera essencial um esforço global para viabilizar o uso da energia eólica em todo o mundo. "Também seria necessário reformar o sistema de distribuição de eletricidade atual", aponta McElroy.
O pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Ênio Bueno, especialista em energia eólica, pondera que o estudo leva em conta apenas o potencial de aproveitamento dos ventos para geração de energia. "Seria preciso considerar também a viabilidade técnica em cada local e a viabilidade financeira", aponta. "Isso reduz muito a previsão dos pesquisadores." Estudo dos técnicos do Inpe, em janeiro, mostra que os ventos brasileiros podem atender mais de 60% do consumo nacional de energia de forma competitiva. Com o barateamento progressivo da tecnologia, o porcentual deve aumentar. Atualmente, menos de 1% da energia consumida no país é gerada por vento. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
... não sei se Machado de Assis morreria de vergonha ou de rir. afinal, eles estão comendo jornal em protesto pelo diploma e não pela profissão no meu entender. até onde sei, o acordo coletivo dos jornalistas está firme e forte. quanto ao diploma, Machado de Assis nunca teve, nem de primeiro grau. mas como jornalista, teve um papel importantíssimo na imprensa nacional. suas crônicas até hoje são utilizadas para estudar determinados períodos e fatos históricos.
eu acho que a obrigatoriedade do diploma no jornalismo, uma profissão com uma função social tão importante, é ir contra a democracia, é fechar as portas da comunicação ao povo. se você, estudante de jornalismo ou jornalista, acha que as aulas que você assistiu, que os trabalhos que você fez não serviram de nada, aí sim o diploma só serve para uma posição profissional. agora, se você acredita que o conhecimento adquirido é algo que jamais tirarão de você, e que ele é o complemento necessário para que você um dia seja o melhor jornalista de sua época, então, não tem com o que se preocupar.
imaginem, com a obrigatoriedade do diploma, a possibilidade do brasil de jogar bons jornalistas, e quem sabe um Machado de Assis, na cachaça e no lixo é enorme.
a coca-cola zero lançou um filme, que na minha opinião é muito fraco de ideia. ele apela para os atalhos da publicidade*. nela, o protagonista é um urso, com um som hip-hop a propaganda se mascara, como se fosse para o público jovem ou adulto. mas o uso do desenho deixa claro, que ela atende sim o público jovem e até mesmo o adulto, mas ela não esquece de atingir as crianças também. talvez por isso a obesidade seja hoje um dos problemas da infância.
essa tática é velha na propaganda, parece até que publicitário não tem filho. eu sou publicitário, tenho filho e não gostei do filme. isso sem falar que coca zero tem aspartame, uma neurotoxina carcinogênica (que provoca câncer).
propaganda da coca zero
trailer - o bicho vai pegar qualquer semelhança é mera coincidência viu... saca só
* atalhos da publicidade: existem receitas para se fazer propaganda que sempre funcionam, eliminam qualquer falta de criatividade e realmente vendem o produto. os atalhos são: usar crianças, mulher bonita ou bichinhos fofinhos.
É uma triste ironia que a companhia que inventou a "obsolescência planejada" - a decisão de construir carros que se desmantelariam após alguns anos para que o consumidor tivesse de comprar um novo - agora se tornou obsoleta.
Então, aqui estamos ao pé do leito de morte da GM. O corpo da companhia ainda não esfriou, e eu me vejo cheio de - ousaria dizê-lo - alegria. Não é a alegria da vingança contra uma corporação que arruinou minha cidade natal e trouxe miséria, divórcio, alcoolismo, sem-teto, debilitação física e mental, e vício em drogas para as pessoas com as quais cresci. Eu não tenho, obviamente, nenhuma alegria em saber que mais 21 mil trabalhadores da GM serão informados de que também eles estão sem trabalho.
Mas os Estados Unidos agora possuem uma empresa automobilística! Eu sei, eu sei... quem, na terra, quer gerir uma montadora de carros? Quem de nós quer 50 bilhões de nossos dólares atirados no buraco sem fundo para tentar ainda salvar a GM? Salvar a nossa preciosa infraestrutura industrial, porém, é outra questão e deve ser uma alta prioridade. Se permitirmos o fechamento e desmantelamento de nossas plantas automotivas, nós dolorosamente desejaremos ainda as possuir quando percebermos que essas fábricas poderiam ter construído os sistemas de energia alternativa de que hoje desesperadamente precisamos. E quando percebermos que a melhor maneira de nos fazer transportar é em trens-bala e de superfície e ônibus mais limpos, como faremos isso se tivermos permitido que nossa capacidade industrial e sua força de trabalho especializada desapareçam?
Tal como fez o presidente Roosevelt após o ataque a Pearl Harbor, o presidente Obama precisa dizer à nação que estamos em guerra e precisamos imediatamente converter nossas fábricas de automóveis em fábricas que produzam veículos de transporte de massa e dispositivos de energia alternativa. Em poucos meses de 1942, em Flint, a GM paralisou toda a produção de carros e usou imediatamente as linhas de montagem para construir aviões, tanques e metralhadoras. A conversão não tomou nenhum tempo. Todos se empenharam. Os fascistas foram destruídos.
Estamos agora num tipo diferente de guerra - uma guerra que foi conduzida contra os ecossistemas e foi movida por nossos líderes corporativos. Essa guerra atual tem duas frentes. Uma tem seu quartel-general em Detroit. Os produtos construídos nas fábricas de GM, Ford e Chrysler estão entre as maiores armas de destruição em massa responsáveis pelo aquecimento global e o derretimento de nossas calotas polares. As coisas a que chamamos "carros" podiam ser divertidas de guiar, mas são como um milhão de adagas no coração da mãe natureza".
Persistir na sua fabricação só levará à ruína de nossa espécie e de boa parte do planeta.
A outra frente nessa guerra está sendo travada pelas companhias de petróleo contra você e eu. Elas estão empenhadas em nos depenar sempre que puderem, e têm sido as gerentes implacáveis da quantidade finita de petróleo que está localizado sob a superfície da terra. Elas sabem que o estão sugando até o bagaço. E como os magnatas da madeira no início do século 20, que não davam a mínima para futuras gerações quando derrubaram as florestas, esses barões do petróleo não estão dizendo ao público o que eles sabem que é verdade - que existem apenas algumas poucas décadas de petróleo aproveitável. E à medida que os últimos dias do petróleo se aproximam, nos preparar para algumas pessoas muito desesperadas dispostas a matar e ser mortas apenas para pôr as mãos num galão de gasolina.
Há 100 anos, os fundadores da GM convenceram o mundo a desistir de seus cavalos, selas e carruagens para tentar uma nova forma de transporte. Agora chegou a hora de nós dizermos adeus ao motor de combustão interna. Ele pareceu nos servir tão bem por tanto tempo. Nós gostávamos de fazer malabarismos com os carros, tanto sentados no banco da frente como no de trás. Assistíamos filmes em grandes telas ao ar livre, íamos as corridas da Nascar por todo o país. E víamos o Oceano Pacífico pela primeira vez através da janela na Highway 1. E agora isso acabou. Este é um novo dia e um novo século.
essa é a minha tradução livre do título da campanha do greenpeace norteamericano. acho muito interessante a iniciativa, mandei o e-mail para as fabricantes de calçados e apenas a timberland me respondeu.
estou escrevendo esse post usando o que espero ser o meu último calçado de couro legítimo. tenho ele há mais de um ano. no fim de 2008 fui comprar um tênis e pedi para o vendedor se tinha algo que não usasse couro. ele insistia em trazer modelos em couro legítimo eu nem os experimentava. curioso, ele me perguntou se eu tinha alergia. expliquei que era uma causa ecológica.
esse acontecimento me mostrou que estamos longe de conseguir uma real conscientização ecológica. muito da sustentabilidade de hj se faz por dinheiro, não por consciência. mas acho que um dia a gente chega lá.
* vc sabia que a carne bovina é o alimento que mais necessita de água para ser produzido? não sou vegetariano, mas já tenho reduzido a quantidade de carne bovina que como no dia a dia.
Carioca, tijucano, dos arredores do Maracanã, do lado de fora dos muros acadêmicos. Um poeta delinqüente, de versos rápidos e afiados, urbano, realista e original. Fiz minha própria métrica, segui minha própria rima com uma visão um pouco ácida do mundo e do ser humano. Criado na zona norte do Rio, aprendi a me equilibrar entre o bom humor e a dura realidade. Sou desbocado quando preciso e preciso quando escrevo. Não acredito em leis, em verdades absolutas, nem em receitas de felicidade, mas acredito na literatura. Por isso eu escrevo.
um brechó, uma bagunça. uma válvula de escape. um canal alternativo de comunicação. poesias, devaneios, filosofia, cotidiano, mundo e unas cositas más de un mero mortal.